quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O HOMEM BOM...




Conta-se que Jesus, apos narrar a Parábola do Bom Samaritano, foi novamente interpelado pelo doutor da lei que, alegando não lhe haver compreendido integralmente a lição, perguntou, sutil:

- Mestre, que farei para ser considerado homem bom?

Evidenciando paciência admirável, o Senhor respondeu:

Imagina-te vitimado por mudez que te iniba a manifestação do verbo escorreito e pensa quão grato te mostrarias ao companheiro que falasse por ti a palavra encarcerada na boca.

Imagina-te de olhos mortos pela enfermidade irremediável e lembra a alegria da caminhada, ante as mãos que te estendessem ao passo incerto, garantindo-te a segurança.

Imagina-te caído e desfalecente, na via pública, e preliba o teu consolo nos braços que te oferecessem amparo, sem qualquer desrespeito para com os teus sofrimentos.

Imagina-te tocado por moléstia contagiosa e reflete no contentamento que te iluminaria o coração, perante a visita do amigo que te fosse levar alguns minutos de solidariedade.

Imagina-te no cárcere, padecendo a incompreensão do mundo, e recorda como te edificaria o gesto de coragem do irmão que te buscasse testemunhar entendimento.

Imagina-te sem pão no lar, arrostando amargura e escassez, e raciocina sobre a felicidade que te apareceria de súbito no amparo daqueles que te levassem leve migalha de auxílio, sem perguntar por teu modo de crer e sem te exigir exames de consciência.

Imagina-te em erro, sob o sarcasmo de muitos, e mentaliza o bálsamo com que te acalmarias, diante da indulgência dos que te desculpassem a falta, alentando-te o recomeço.

Imagina-te fatigado e intemperante e observa quão reconhecido ficarias para com todos os que te ofertassem a oração do silêncio e a frase de simpatia.

Em seguida ao intervalo espontâneo, indagou-lhe o Divino Amigo:

- Em teu parecer, quais teriam sido os homens bons nessas circunstâncias?

- Os que usassem de compreensão e misericórdia para comigo - explicou o interlocutor.

- Então - repetiu Jesus com bondade-, segue adiante e faze também o mesmo.

Amor e Vida em Família.
 Emmanuel.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

"Censura é clima de fel. Azedume é principio de maldição. Onde estiveres, pacifica. Seja qual for a ofensa, pacifica. E perceberas, por fim, que a paz do mundo é Dom de Deus, começando de ti."
Emmanuel

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

DUPLA RENOVAÇÃO



“Época de transição”: esta é a legenda que repetis frequentemente para definir a atualidade terrestre, em que surpreendeis, a cada passo, larga fieira de ocorrências inusitadas.
Conflitos.
Desencarnações em massa.
Acidentes enlutando almas e lares.
Desvinculações violentas.
Dramas no instituto doméstico.
Processos obsessivos, culminando com perturbações e lágrimas.
Moléstias de etiologia obscura.
Incompreensões.
Forçoso observar, no entanto, que o plano físico e o plano espiritual que se lhe segue reagem constantemente um sobre o outro. Criaturas desencarnadas atuam no ambiente dos companheiros encarnados e vice-versa. E se vos reportais ao término do segundo milênio de civilização cristã em que vos achais, com a expectativa e o entusiasmo de quem se vê à frente de uma era nova, as mesmas circunstâncias se verificam na espiritualidade, entre aqueles que aspiram a obter o retorno à Terra, expressando propósitos de autoburilamento em nível mais alto de evolução.
É por isso que legiões enormes de irmãos, domiciliados no mais além, vêm solicitando, desde algum tempo, reencarnações difíceis; testemunhos acerbos de aperfeiçoamento íntimo; tempo curto no veículo físico, de modo a complementarem tarefas inacabadas em diversos setores da experiência humana; presença ligeira, junto de seres queridos, a fim de chamá-los à consideração da vida superior; ou empreitadas de serviço moral para a liquidação de empreendimentos redentores, largados por eles nos caminhos do tempo.
Para isso, tentam aproveitar-se da última vigésima parte do segundo milênio, a que nos referimos, para encerrarem o balanço das experiências menos felizes que lhes dizem respeito nos séculos últimos.
Perante a vida maior, quase tudo aquilo que vedes, presentemente, em matéria de agitação ou desequilíbrio, nada mais significa que a movimentação mais intensa de vastas coletividades que retornam à esfera física, em regime de urgência, no intuito de conseguirem retoques e meios com que possam abordar os tempos novos em condições mais dignas de trabalho e progresso.
Mantenhamo-nos prudentes, abstenhamos-nos de agravar dificuldades, evitemos a formação de problemas, orando e construindo, seja nos obstáculos que nos atinjam, seja nas inquietações que assaltem aos outros. Mas sejam quais forem as circunstâncias, estejamos atentos à fé para servir e compreender, reconhecendo que todas as provas de hoje são recursos e instrumentos de que se vale a providência divina a fim de conduzir-nos à vida melhor de amanhã.

Emmanuel

Em que se torna a alma no instante da morte?...


“Torna-se Espírito; isto é, entra no mundo dos Espíritos, que havia deixado momentaneamente."

150. Depois da morte a alma conserva sua individualidade?

“Sim; jamais a perde. Que seria ela se não a conservasse?”
Como constata a alma a sua individualidade, se não tem mais o corpo material?
“Tem ainda um fluido que lhe é próprio, colhido na atmosfera de seu planeta e que representa a sua aparência de sua última encarnação: seu perispírito.”
Daqui de baixo nada leva a alma consigo?
“Nada alem da lembrança e do desejo de passar a um mundo melhor. Esta lembrança é cheia de doçura ou de amargura, conforme o emprego que haja feito da vida. Quanto mais pura, tanto melhor compreende a futilidade daquilo que deixou na Terra.”

151. Que pensar da opinião segundo a qual após a morte a alma entra no todo universal?

“E o conjunto dos Espíritos não formam um todo? Não é um mundo completo? Quando estás numa assembléia és parte integrante da mesma; entretanto, tens sempre a tua personalidade.”

ós a mo
152. Que prova podemos ter da individualidade da alma após a morte?
 
“Não tendes esta prova pelas comunicações que obtendes? Vereis, desde que não sejas cegos; e se não fordes surdos, escutareis, porque muitas vezes vos fala uma voz, revelando a existência de um ser que vos é exterior.”
Os que pensam que, com a morte entra a alma no todo universal, cometem um erro se por isso entendem que, como uma gota d´água no Oceano, a alma perde a sua individualidade; estão certos se entendem pelo todo universal o conjunto dos seres incorpóreos dos quais cada alma ou Espírito é um elemento.
Se as almas se confundissem na massa, teriam apenas as qualidades do conjunto e nada as distinguiria uma das outras: nem teriam inteligência nem qualidades próprias; ao passo que, em todas as comunicações, elas revelam a consciência do Eu e uma vontade distinta.
A infinita diversidade que apresentam, sob, todos os aspectos, é conseqüência mesma das individualidades. Se,após a morte, houvesse apenas aquilo que se chama o grande Todo, absorvente de todas as individualidades, o Todo seria uniforme e desde então idênticas todas as comunicações recebidas do mundo invisível.
Desde que aí encontramos seres bons e maus, sábios e ignorantes, felizes e desventurados; desde que os há de todos os caracteres: alegres e tristes, levianos e profundos, etc, é evidente quando estes seres provam a identidade por meio de sinais incontestáveis, de detalhes pessoais relativos à sua vida terrena, o que pode ser constatado.
Ela não pode ser posta em dúvida quando eles se manifestam visíveis nas aparições. A individualidade da alma foi-nos ensinada em teoria, como um artigo de fé.
O Espiritismo a torna patente e, de certo modo, material.

Trecho extraído do “Livro dos Espíritos”
Allan Kardec

terça-feira, 23 de agosto de 2011

convocação...




...Nós fomos chamados por Jesus para tornar o mundo melhor.
Não foi por acaso que na hora última a voz do Divino Pastor chegou até nós.
Não nos encontramos no mundo assinalados apenas pelos delitos e os erros pretéritos, somos os Servos do Senhor em processo de aperfeiçoamento para melhor servi-lo.
Nem a jactância dos presunçosos, nem a subestima dos que preferem a acomodação.
Servir, meus filhos, com a instrumentalidade de que disponhamos é o nosso dever.
Observamos que a seara cresce, mas os trabalhadores não se multiplicam geometricamente como seria de desejar, porque estamos aferrados aos hábitos doentios, que no momento da evolução antropológica, serviram-nos de base para a transformação do instinto em emoção edificante .
A maneira mais segura de preservar os valores do Evangelho de Jesus em nós é através da vinculação mental com o Nosso Condutor.
Saiamos da acomodação justificada de maneira incorreta para a ação. Abandonemos as reações perturbadoras e aprendamos as ações edificantes.
Sempre dizemos que necessitamos de Jesus, sem cuja Misericórdia estaríamos como náufragos perdidos na grande travessia da evolução, mas tenhamos em mente que Jesus necessita de nós, porque enquanto falamos a Ele pela oração Ele nos responde pela inspiração.
Ele age pelos nossos sentimentos através das nossas mãos. Sejam as mãos que ajudam, abençoadas em grau mais expressivo do que os lábios que murmuram preces contemplativas.
A nossa postura no mundo neste momento é de misericórdia.
Que nos importem os comentários deprimentes a nosso respeito, se valorizamos o mundo, respeitando os seus cânones e paradigmas? Não nos preocupemos com que o mundo pensa e fala de nós através de outros corações.
No belo ensinamento de Jesus na casa de Lázaro, enquanto Maria o ouve e Marta se afadiga temos uma lição extraordinária – não é necessário ficar numa contemplação de natureza egoística, mas é necessário aprender para poder servir.
A atitude de Marta é ansiosa, era a preocupação com o exterior. A atitude de Maria era iluminativa, a que parte dos tesouros sublimes da coragem e do amor, através da sabedoria, para poder melhor servir.
O serviço é o nosso campo de iluminação.
Nós outros, os companheiros da Vida Espiritual, acompanhamos as lágrimas que são vertidas pelos sentimentos de todos aqueles que nos suplicam ajuda e, interferimos com a nossa pequenez, junto ao Mestre Incomparável para que Ele leve ao Pai as nossas necessidades, mas bendigamos a dor sem qualquer laivo masoquista; agradeçamos a dor que nos desperta para a Verdade, e que nos dilui as ilusões; que faz naufragar as aventuras de consequências graves antes que aconteçam.
Estamos portanto convocados para a construção da Sociedade Nova, na qual o bem pairará soberano, como já ocorre, acima de todas e quaisquer vicissitudes.
Filhos da Alma, tende bom ânimo. Não recalcitreis contra o aguilhão nem vos permitais a deserção lamentável ou a parada perturbadora na escalada difícil da sublimação.
Jesus espera-nos, avancemos! Suplicando a Ele, o Amigo Incomparável de todos nós, envolvemos os afetuosos corações em dúlcidas vibrações de paz.
Na condição de servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra
Muita paz

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao final da conferência pública, realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 14 de julho de 2011.

sábado, 20 de agosto de 2011

ser médium...

· Ser médium não é complemento, é a vida prática em exercício regrado;

· Ser médium não é ser superior, é possuir mais impurezas para limpar;

· Ser médium não é ser caridoso, é ser cumpridor consciente de deveres da alma;

· Ser médium não é ter destaque entre os outros, é servir aos outros;

· Ser médium não é ter supervalorização do ego por onde se anda, e sim possuir
trabalhos de regeneração por onde se vai;

· Ser médium não quer dizer estar quites com a consciência cósmica e sim a ela
começar aos poucos dar mais valor e atenção;

· Ser médium não é ser professor ou médico, é continuar sendo paciente e aluno que cede a cama e a lousa para outros fins;

· Ser médium não quer dizer ter inteligência, e sim ser mais inteligente exercendo o bem ao próximo;

· Ser médium não quer dizer ser adivinho surpreendente, e sim mero cavalo com
algumas intuições superiores;

· Ser médium não quer dizer abandonar sua carne, e sim doutriná-la para que ela não fique exposta ao açougue displicente humano;

· Ser médium não quer dizer que se é bom, pois se não auxiliar verdadeiramente a
ninguém, continua sendo um ser humano egoísta e hipócrita;

· Ser médium não precisa de faculdade e de diploma humano, mas não é por isso que não tem seu extremo valor real, e também não quer dizer que por isso não se
necessite igualmente de anos de dedicação;

· Ser médium não quer dizer ser melhor, pois se hoje sois médium em exercício,
sabeis que foste pior que todos os que hoje chegam a tua porta clamando auxílio e
alivio;

· Ser médium é ser cristão, e ser cristão é ser humilde, ser humilde é não exacerbar suas posições, e sendo assim, ninguém é bom médium se não for humilde para admitir que é bem humano e nada Divino perante os outros;

· Ser médium é ter a segurança de que hoje os esforços que são feitos por si mesmos em suas vidas, são bem poucos perante aqueles esforços que terão sempre que abnegar e exercer pelo seu próximo na caridade.

(Caboclo Chama Dourada - pela médium Sarah Foganhol)